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A primeira edição de dança em foco foi realizada em 2003, marcando o seu pioneirismo como evento brasileiro dedicado exclusivamente à interface vídeo/dança. O festival teve a produção francesa como foco, apresentando o percurso videográfico e a peça coreográfica Retratos Dançados (Portraits Dansés), do coreógrafo Philippe Jamet e do videomaker Philippe Démard, uma oficina sobre as possibilidades de utilização cênica do audiovisual ministrada pelos dois criadores, mostra comentada de videodança e uma mesa redonda sobre a dança contemporânea e suas relações com a imagem virtual (cinema e vídeo). Nesse ano contou com a realização do SESC Rio de Janeiro e o apoio da Aliança Francesa e do Consulado Geral da França.
Em 2004, dança em foco apresentou dois espetáculos da companhia austríaca Cie. Willi Dorner - treeseconds e no credit; duas oficinas, uma com a videomaker e coreógrafa Tamara Cubas (Uruguai), e outra com o coreógrafo Willi Dorner (Áustria). Além disso, o evento reuniu-se pela primeira vez ao Festival Internacional de Videodanza del Uruguay e ao Festival Internacional de Video-Danza de Buenos Aires, lançando o CVM – Circuito Videodança Mercosul e incluindo o Brasil numa rede de exibição de títulos latino-americanos, europeus, norte-americanos e canadenses.
Em sua segunda edição contou com a realização do Espaço SESC, e o apoio de: Consulado da Áustria, Cie. Willi Dorner, Itaú Cultural, Art Light, Festival Internacional de Videodanza del Uruguay, Festival Internacional de Video-Danza de Buenos Aires, CEASM - Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré e PEM - Programa de Educação pelo Movimento.
A terceira edição, em 2005, consolidou o evento como um veículo de exibição internacional, onde se destacaram produções francesas e latino-americanas de videodança e cine-dança. A programação foi composta pelas oficinas de Zaven Paré (França) e Silvina Szperling (Argentina), palestra com Patrick Bensard, diretor da Cinématèque de la Danse de Paris, mesa redonda com tema Videodança: produção e circulação e apresentação da MIV - Mostra Internacional de Videodança.
Em 2005 o dança em foco contou com a realização do SESC Rio de Janeiro; a parceria de: Circuito Mercosul de Videodança; Festival Internacional de Videodanza del Uruguay, Festival Internacional de Video-Danza de Buenos Aires; e o apoio de: Consulado da França, Psicodesign e gráfica ZIT.
Na sua quarta edição, em 2006, o festival lançou a primeira publicação brasileira sobre o tema: dança em foco: Dança e Tecnologia. Numa extensão dessa edição, o evento apresentou em São Paulo uma versão especial, com palestras de Michelle Bargues (França), coordenadora do Centre Georges Pompidou e do professor e pesquisador Armando Menicacci (Itália/França); além do lançamento do livro dança em foco, Dança e Tecnologia. Foi oferecida também a oficina Retrato / Paisagem: Poética da Interatividade, com Armando Menicacci e a apresentação da MIV - Mostra Internacional de Videodança com filmes do Centre Georges Pompidou e do CVM – Circuito Mercosul de Videodança, com vídeos da Argentina, Uruguai e Brasil. Nesse mesmo ano houve uma edição alemã do dança em foco, com o patrocínio da Copa da Cultura (MinC) e apoio do Halle Dance Theater (Berlim). A programação foi preparada especialmente para divulgar a produção brasileira de vídeos de dança na capital alemã.
Desde 2006, o dança em foco conta o Oi Futuro como um novo realizador. Ligado a essa instituição, tão profundamente preocupada com a interface entre arte e tecnologia, o festival firmou-se sobre novas bases, ampliou e diversificou seu público de espectadores e participantes.
Em 2007, a programação da quinta edição do Festival incluiu a MIV - Mostra Internacional de Videodança (com uma programação diversificada reunindo 229 obras nacionais e internacionais, somando quase 500 horas de exibição); a publicação do livro dança em foco, Videodança, segundo volume da série dança em foco; mesa-redonda, palestras, oficinas e minicursos com importantes nomes nacionais e internacionais ligados à dança, ao cinema/vídeo e à arte contemporânea: Alex Reuben (Reino Unido), Daniel Miracle (Espanha), Alexandre Veras e Andrea Bardawil (Ceará), Marcus Moraes, Ivana Bentes e Fernando Cocchiarale (Rio de Janeiro), além de Silvina Szperling (Argentina) e Tamara Cubas (Uruguai), que participaram da edição paulista do evento, realizada pelo segundo ano consecutivo no SESC Vila Mariana simultaneamente à edição carioca.
E complementando as ações do projeto em 2007, o dança em foco lançou um edital de produção para obras concebidas especificamente para o telefone celular (duração de 1 minuto), usado aqui como uma verdadeira plataforma de difusão da videodança. O resultado da produção desse edital foi apresentado durante a MIV – Mostra Internacional de Videodança e pode ser visto em .
Neste mesmo ano, paralelamente às atividades do evento, o dança em foco acolheu também o II Encontro do Fórum Latino-Americano de Videodança, que contou, além dos convidados nacionais, com a participação de diretores de festivais da Argentina, Chile, México, Paraguai e Uruguai.
Em parceria com o CVM – Circuito Videodança Mercosul, o festival lançou a segunda compilação de videodança e um intercâmbio de residências reunindo obras e profissionais do Brasil, Uruguai e Argentina.
Desde sua criação, o dança em foco conta com alguns parceiros importantes: AFAA, Arts Council (Inglaterra), British Council, Centre George Pompidou (França), Consulado Francês, Dance East (Inglaterra), Festival de Video-Danza de Buenos Aires, FIVU – Festival Internacional de Videodanza de Uruguay e Cinemathèque de l’Ambassade de France (França); Dance Sweden (Suécia); Media.net (Canadá); Frame, Direcção das Artes, Instituto Camões e Fábrica de Movimentos (Portugal); Reeldance (Austrália); Instituto Cervantes Rio de Janeiro, Institut Ramon LLLL, Gobierno de España, Generalitat de Catalunya, Centro Cultural Espanha/SP (Espanha); Goethe Institut (Alemanha); Centro Cultural de São Paulo; Caixa Cultural (Salvador); Fundação Cultural do Estado da Bahia; Laboratório Contemporâneo (Manaus); Fundação Monsenhor Chaves e Teatro Municipal João Paulo II/Centro de Criação do Dirceu (Teresina); Instituto de Artes do Pará - IAP (Belém).
Conta, sobretudo, com o apoio do SESC Rio de Janeiro, instituição à qual se credita o surgimento do dança em foco: o festival ocupa o Espaço SESC, em Copacabana, desde sua primeira edição em 2003. |