As oficinas custarão R$10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado do SESC, estudante) e R$ 2,50 (trabalhador do comércio e serviços matriculado no SESC).
Entre o vídeo e a dança
Alexandre Veras e Andréa Bardawil (Fortaleza)
de 19 a 22 de agosto, 14h às 18h – total: 16 horas
SESC Pinheiros (2º andar)
Número máximo: 30 alunos / curso
Palestras para interessados em aprender sobre a nova linguagem que une o vídeo e a dança – a videodança.
O curso tem como objetivo principal introduzir questões que vêm se colocando como importantes na construção estética do vídeo-dança, a partir de discussões pertinentes às linguagens do audiovisual (cinema e vídeo) e da dança. Alguns temas abordados: O cinema e o movimento (breve histórico do cinema a partir de um recorte que privilegie a relação com o tempo); o corpo contemporâneo e o conceito de corporeidade (breve histórico da dança cênica, com ênfase no século XX, focando a composição coreográfica e suas rupturas estéticas); a performance e a interface com outras linguagens e vídeoarte. Evitando as territorializações excessivamente demarcadas que possam surgir da pergunta “O que é vídeo-dança?” , o que se procura é ampliar as perspectivas dessa nova pesquisa de linguagem que se apresenta, deslocando a atenção para outra pergunta: “O que pode a vídeo-dança?”.
Alexandre Veras: videasta e diretor do Alpendre – Casa de Arte, Pesquisa e Produção (Fortaleza).
Andréa Bardawil: coreógrafa e diretora da Companhia da Arte Andanças. Diretora do Alpendre – Casa de Arte, Pesquisa e Produção (Fortaleza).
As oficinas custarão R$10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado do SESC, estudante) e R$ 2,50 (trabalhador do comércio e serviços matriculado no SESC).
A edição do movimento
Octavio Iturbe (México/Espanha)
de 26 a 29 de agosto, 14h às 18h – total: 16 horas
SESC Pinheiros (2º andar)
Número máximo: 20 alunos / curso
Requerimentos: os participantes selecionados devem trazer, se possível, câmeras de miniDV (as fitas miniDV serão fornecidas pela produção) e/ou laptop com programas de edição de vídeos.
Oficina para bailarinos e videomakers, centrado na edição e diferentes aspectos para o controle e manipulação do movimento.
A fascinação pelo movimento é um dos princípios que unem a dança e o vídeo, mas de que maneira se deve abordar uma coreografia na hora de realizar um vídeo? Como interpretar e transportar a energia de um movimento ao palco e à tela?
A dança criada para a câmera é muito diferente da dança concebida para o palco. Coreógrafos devem levar em conta diferentes considerações, como o autoritarismo da câmera e a reconstrução coreográfica na edição. A câmera dá a possibilidade de transportar a coreografia a espaços inusitados, e pode ajudar a controlar o conteúdo emocional. A edição não é uma mera manipulação mecânica, mas uma etapa criativa e essencial ao vídeo, que tem muitas similaridades com a escritura de uma coreografia.
Os criadores de vídeo e coreografia devem afinar seus conhecimentos sobre linguagem e métodos de trabalho, criando uma concepção conjunta entre concepção do movimento e maneira de filmar, e entre coreografia e maneira de editar. Como em qualquer criação, não há uma metodologia única de trabalho – a busca de um equilíbrio entre vídeo e dança para que se enriqueçam das semelhanças que os une e das diferenças que os separam, para criar uma linguagem onde nenhuma delas está em função da outra.
Octavio Iturbe
Diretor de obras experimentais centradas na dança. Co-fundador do grupo de dança contemporânea Ultima Vez, do belga Wim Vandekeybus, realizou vídeos para companhias de dança espanholas e mexicanas e coordenou oficinas de videodança em Madri e Bruxelas. Vive e trabalha na Espanha.
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